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Síndrome de Down e Educação

Publicado dia: 06/05/2016


A Síndrome de Down não é uma doença e sim uma alteração genética, seu nome foi dado em homenagem ao Dr. John Langdon Down que foi o primeiro médico a escrever sobre o assunto.

A SD é produzida pela existência de um cromossomo extra no cromossomo 21, também conhecida como trissomia do 21, devido a existência de três cromossomos 21, ao invés de dois.

           Inclusão

              A inclusão do/a aluno/a com Síndrome de Down ocorre da mesma maneira como a de qualquer outro aluno com outro tipo de deficiência. Ela tem o direito de ser escolarizada, da infância à idade adulta, entre os seus pares, da mesma idade e no ambiente regular do ensino, pois este é o ideal para a estimulação do seu desenvolvimento, conforme aborda a LDB (9394 INC III). A Lei de Diretrizes Educacionais – LDB (Lei 9394/96), ao estabelecer, os princípios, de “igualdade e condições para o acesso e permanência na escola”, adotou nova modalidade de educação no INC III, para “educandos com necessidades especiais.” Cuja nomenclatura foi alterada, no ano de 2006 pela ONU para pessoas com deficiência. Desde então, a temática da Inclusão vem trazendo no meio acadêmico e na sociedade, inúmeras conquistas inclusivas das pessoas com deficiência, inclusive às com Síndrome de Down, levando-as a atualmente frequentarem a universidade.
A igualdade de oportunidade, bem como o direito ao acesso escolar para crianças com Síndrome de Down está garantido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Capítulo V, Art.59. que afirma:

Os sistemas de ensino assegurarão aos educando com necessidades especiais:

I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica, para atender às necessidades especiais;

II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para superdotados;

III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para integração desses educando nas classes comuns, (…) (BRASIL, 2001, p.12.).

A inclusão de pessoas com necessidades especiais no sistema regular de ensino é um dos mais importantes desafios vivenciados, principalmente, por educadores. Os estudos sobre as características da interação entre alunos com e sem necessidades especiais possibilitarão realizar ações planejadas para a promoção de relacionamentos afetivos entre pessoas com e sem necessidades especiais e a compreensão de suas repercussões sociais.
     

Currículo Escolar

 

Princípios básicos devem ser considerados no currículo escolar, em relação as crianças e/ou adolescente com Síndrome de Down:

– Atividades devem ser centradas em instrumentos concretos, manuseados pelo aluno;

– As experiências devem ser adquiridas para o ambiente próprio do aluno;

– Situações que possam provocar estresse ou venham a ser traumatizantes devem ser evitadas;

– A criança deve ser respeitada em todos os aspectos de sua personalidade;

– A família da criança deve participar do processo intelectivo.

A Escola

É importante que a escola conheça as dificuldades e habilidades da criança ou adolescente.

Identificar na criança/ adolescente:

– Atitudes;

– Motivação;

– Interesse;

– Relações pessoais;

– Forma de assumir tarefas;

– Enfrentamento de situações.

Experiências/Vivências

 

Pontos importantes a serem considerados na criança/adolescente com Síndrome de Down:

– Estruturar seu conhecimento;

– Desenvolver a compreensão da realidade e a capacidade de expressão;

– Desenvolver aspectos físicos;

– Trabalhar cooperativamente;

– Atuar em situações do dia-a-dia;

– Adquirir conceitos de forma, quantidade, espaço-tempo e ordens;

– Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive;

– Conhecer e aplicar regras básicas de segurança física;

– Desenvolver interesse, habilidade e destreza que oriente atividades futuras;

– Ler e interpretas frases diretas;

– Adquirir e aplicar conhecimentos práticos que o levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola, na comunidade.

 

Fonte:A Inclusão da Criança com Síndrome de Down

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Fonte:http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/58035/o-processo-de-inclusao-do-aluno-com-sindrome-de-down#ixzz44LHLNwVO

http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/65134/a-crianca-com-sindrome-de-down-no-contexto-educacional#ixzz44LHvp2UE
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/6365/inclusao-da-crianca-sindrome-de-down#ixzz44LIkT29A

Artigo escrito por:
Instituto Cyro Martins

O Instituto Cyro Martins é uma instituição cientifica que visa o ensino, a prevenção e tratamento em saúde mental, com a participação de uma equipe multidisciplinar.



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